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Palestra no Boat Show SP - 2004
Turismo Cultural é tema de palestra em São Paulo

Presença do CEANS no Boat Show SP - 2004.

Um número expressivo de mergulhadores e de profissionais da área compareceu, em outubro passado, durante a sétima edição do São Paulo Boat Show, à palestra promovida pela NAUI- National Association of Underwater Instructors - e ministrada pelo doutor em Arqueologia Subaquática Professor Gilson Rambelli. Ele apresentou aos presentes um nicho pouco aproveitado pelo mercado do mergulho brasileiro: O Turismo Cultural Subaquático. Estas visitas aos sítios arqueológicos submersos, em sua grande maioria naufrágios, incentivam o turismo como um todo e aquecem o mercado do mergulho atraindo divisas regionais. Além disso e principalmente, geram a preservação dos bens culturais subaquáticos. "Um é conseqüência do outro: Se não há sítio arqueológico preservado, o turismo cultural não acontece.

Por outro lado, se o turismo cultural está presente em uma determinada região, as pessoas que dependem economicamente dele zelam pelo sítio arqueológico", explica Rambelli. Na opinião dele, um dos problemas para a concretização da harmonia entre turismo e preservação é que alguns mergulhadores ainda têm o pensamento ultrapassado e insistem em trazer peças do fundo do mar para ilustrar museus públicos e/ou privados. "Esta atitude está distante da Arqueologia Subaquática e satisfaz, apenas, fantasias pessoais inspiradas no colecionismo aventureiro. Mergulhar hoje não é mais privilégio de poucos, como foi um dia. Nada justifica a destruição de um sítio arqueológico subaquático em nome dos que não mergulham", defende. As visitas funcionam da seguinte maneira: Os mergulhadores são acompanhados por monitores treinados que fornecem informações históricas, itinerários, cartas dos sítios e orientações quanto à preservação dos mesmos.

Países como Canadá, Estados Unidos, Itália, Portugal, Espanha, Austrália, Reino Unido, entre outros, já promovem esse tipo de turismo. "O Brasil possui um grande museu que é o nosso litoral. O que precisamos é explorar culturalmente e economicamente tirar proveito disso, evitando a depredação dos naufrágios. Assim, a preservação do Sítio arqueológico, que ocasiona, o Turismo Cultural, pode beneficiar muita gente", comenta Rambelli.



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