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Explicação prévia de exercícios a serem realizados em piscina
autora: Glória Tega |
Curso de Arqueologia Subaquática corresponde às expectativas
Realizado na cidade paulista de Jundiaí, no último mês de abril, o curso de “Introdução à Arqueologia Subaquática” da NAS contou com 16 participantes vindos de diversas partes do Brasil.
O curso de Introdução à Arqueologia Subaquática da Nautical Archaeology Society – NAS, realizado no último mês de abril na cidade paulista de Jundiaí, contou com 16 alunos que vieram de vários estados brasileiros, tais como Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará e São Paulo. Os objetivos do curso, que eram demonstrar a importância da preservação do Patrimônio Cultural Subaquático brasileiro, da intervenção arqueologia cientifica nestes sítios arqueológicos e promover qualificação de recursos humanos para o auxílio em projetos de pesquisas coordenados por arqueólogos mergulhadores, foram atingidos de acordo com alunos e os professores Gilson Rambelli, Flávio Calippo e Paulo Bava de Camargo.
Foram três dias de aprendizado correspondendo aos níveis introdutório e 1, os primeiros dos 5 níveis que compõem o curso completo da NAS. Os dois módulos foram feitos simultaneamente. O primeiro envolvia a parte teórica. “A inclusão de discussões acerca da prática arqueológica subaquática no Brasil foi uma surpresa agradável”, comenta Leandro Cascon, aluno do curso.
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Alunos praticando em piscina técnicas de
registro arqueológico
autor: Flávio Calippo |
O segundo foi composto por parte teórica e a realização e aplicação de exercícios e técnicas de registro arqueológico em piscina. “Pudemos perceber as dificuldades apresentadas nos trabalhos subaquáticos e fomos muito bem orientados”, lembra o aluno Leandro Infantini.
Os alunos mostraram-se bastante satisfeitos com o conteúdo como um todo. “Sem dúvida superou qualquer expectativa, tive a oportunidade de crescer em termos de conhecimento e evolução do pensamento”. “Saí do curso ainda mais interessado pelo assunto”, consideraram Daniel Camargo da Rocha e Heitor Frossard Santos, respectivamente. Para o professor Paulo Bava de Camargo o resultado também foi positivo. “Foi uma turma de ótimo nível. Os alunos atuam em diversas áreas e vieram de deferentes partes do país, o que nos deixou bastante contentes. Pudemos esclarecer o que é Arqueologia Subaquática e a importância da conservação e intervenção arqueológica científica no Patrimônio Cultural Subaquático”.
Os participantes do curso receberam um certificado internacional, denominado Passaporte NAS, através do qual poderão atuar em projetos de pesquisa, em todo mundo, coordenados por arqueólogos mergulhadores . Nesse documento ficam registrados os cursos e as experiências acumuladas pelos alunos, permitindo-lhes assumir funções cada vez mais especializadas a cada nova etapa de pesquisa. “Porém, é importante ressaltar que estes alunos não se formaram arqueólogos subaquáticos, mas sim, a eles é permitido participar de projetos de pesquisa”, lembra Gilson Rambelli, instrutor NAS no Brasil.
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Membros do CEANS
autor: Flávio Calippo |
Cursos como esse são os meios para a NAS qualificar pessoas e fomentar atividades em prol da gestão e proteção do Patrimônio Cultural Subaquático em todo mundo. A NAS é entidade não-governamental com atuação internacional, sediada na Grã-Bretanha, que, por meio do ensino, dá suporte às demandas que surgiram, em 2001, decorrentes da adoção da "Convenção sobre a Proteção do Patrimônio Cultural Subaquático" pela UNESCO.
Este foi o 6º curso de Introdução à Arqueologia Subaquática da NAS realizado no Brasil. Desde 2.000, cursos semelhantes já foram ministrados em congressos da Sociedade de Arqueologia Brasileira, na Universidade de São Paulo, em centros de pesquisas - como o Museu Paranaense - e em diversas escolas de mergulho.
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