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| Cartaz promocional do evento |
O futuro do Patrimônio Cultural Subaquático em águas brasileiras
Por Gilson Rambelli (CEANS / NEE / UNICAMP)
É difícil mensurar temporal e espacialmente a vastidão do Patrimônio Cultural Subaquático existente em águas brasileiras. Quantos testemunhos de atividades humanas passadas se encontram, por um motivo ou outro, submersos em nossas águas (marítimas, oceânicas, fluviais, lacustres, etc.)? Mas, o fato de estarem fora do alcance de nossos olhos não significa que estejam preservados da destruição. Esses bens culturais costumam ser vítimas de obras de impactos, que ainda não os contemplam como devem e da ação gananciosa organizada de empresas de caça ao tesouro de mergulhadores.
É difícil e é vasto, falando tanto do ponto de vista espacial e principalmente se considerarmos a extensão de nossa linha de costa, de nossa rede fluvial e o tempo em que foram utilizadas por seus habitantes e visitantes e o tamanho de nossa hidrografia sempre foi vítima de diversos tipos de depredações, desde as mais sórdidas intenções até acidentais... Mas, o maior problema ainda se expressa na questão conceitual. O que vem a ser este patrimônio e como mudarmos a compreensão da arqueologia, que hoje não só escava, para garantirmos o seu futuro.
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